Algumas saudades, coisas reais, as vezes só pensamentos, tão distantes que nem saem daqui, apenas disperdiçados.
sábado, 29 de dezembro de 2012
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
The open door.
O sentimento de covardia me tomava conta, eu realmente me sentia uma covarde por desistir, quebrar minha própria promessa, a minha própria palavra, quebrar o meu tratado. Era sem saída e eu me via tão desgastada e corrompida, preste a desaparecer em magoas e rupturas por todos os lados.
Eu estava a um passo de me suturar, mas essa dor que me enche de escuridão ainda me assustava quando eu me dava conta da realidade. Havia uma parte morta dentro de mim, podre, e ela me dizia todas as vezes que não acreditava em mim, não acreditava na possibilidade de cair por terra, mas tenho dito que sim, infelizmente ou felizmente, ela tinha caído. Eu me superava diversas vezes até me orgulhava do que tinha me tornado, mas a decepção disso era tão repugnante que eu me sentia um ser humano rebaixado.
O tempo passou e eu mudei tanto, me transformei tanto, que me reconhecia a anos atrás, na verdade eu não tinha percebido que eu tinha mudado desde o começo e que aquela essência que eu estava procurando estava dentro de mim o tempo todo escondida no que você me tornou.
Como em uma prisão eu estava livre... E assustada com tanta liberdade, assustada com a ideia de poder me doar novamente, aterrorizada com a ideia de ser tudo diferente mas sabendo a maneira em que se acaba.
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
Me peça pra não esquecer.
Ainda há esperanças em mim, por mais que eu tente me convencer do contrário, ainda tenho esperança que passe por aqui, que veja, ou que entenda, na verdade qualquer interesse seu já me deixaria realizada, mas eu percebo que é em vão, ou você finjia muito bem não se importar ou realmente não se importava e nesse momento era dificil dizer no que eu acreditava, pois meu coração estava cansado, acostumado com tanta solidão pra ainda acreditar em esperanças, onde tudo me mostrava o contrário.
Eu só queria que me pegasse pela mão e me levasse embora desse pesadelo, que me dizesse que isso tudo tinha acabado e que estava tudo bem. Eu precisava do seu abraço pequeno, dos seus olhos, do seu colo...
Eu faço os seus passos, de alguma forma eu tento descobrir a saída, eu tento entender de todas as formas esse processo todo, sendo alguém que observa de longe a própria história, eu me perco em conclusões mirabolantes, acredito em qualquer palavra solta que me conforte, no fundo a esperança continua lá, no meu intimo, esperando o momento que talvez já tenha passado, eu precisava ouvir o que o tempo tinha a me dizer, ele me trouxe até aqui.
Disturbio de um amor.
Eu não voltei por medo, as mudanças foram tão rápidas e permanentes que eu me perdi, pensei que se voltasse nada seria o mesmo, a minha falta não seria a mesma dor e eu te sufocaria, eu não voltei porque eu te amava demais, mais do que você precisava e isso era um problema e então eu tive que resolve-lo de outra forma. Eu guardo o seu luto, eu choro ele, é necessário, eu preciso passar por isso, talvez você deva ou não saber, mas está aqui registrado.
Eu queria deixar-te viver, eu não fui egoísta mas eu sabia por tudo que ia passar, eu sabia do risco que eu corria de te perder pra sempre, mas eu não pude ser injusta com você. Não sei se é possível entender, mas eu só quis o seu bem, eu me arrependi diversas vezes, eu voltei pelas metades, cheia de medos que só me confirmaram a verdade: tudo tinha mudado.
Pra falar a verdade eu não sei o restou, esse passado parece não ter mais fim, é um luto constante, eu não sei lidar. Eu não queria perder o que sempre foi meu, mas era necessário o tamanho sacrifício, dentro de mim algo me consola dizendo que foi sim, foi preciso renunciar.
Essa dor é maior que eu possa suportar, ás vezes eu me convenço que isso não tem fim e eu não tenho nada a fazer além de te ver sumindo da minha vida, sem argumentos fortes o bastante pra te fazer ficar. Eu já não sei ser algo que você sente falta, é visível as nossas diferenças, não estamos aqui pelos mesmo motivos e eu admito... Eu perdi.
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
Good morning freedom, good night lullaby.
Por favor se manisfeste! Me diz qualquer coisa, me xingue ou vomite qualquer coisa chula mas não fique calada, me agrida mas nao fique sem reação, o seu silêncio e sua falta de expressão me despedaça mais, me corrompe mais.
Eu não estava ali por completo, na verdade eu não estava em lugar algum, eu já não sabia mais o que era ser completa, comparações são facilmente feitas uma vez que se provou o perfeito, mas nada era perfeito, aquele imperfeito era exatamente o que eu precisava e eu necessitava muito... Eu não sabia andar só mas era preciso, eu me sufocava muito fácil da minha propria presença, eu sabia realmente o que eu era e isso era o bastante pra não me suportar.
Meu rosto no espelho já não era o mesmo, cheio de marcas e cicatrizes, ás vezes a tristeza, o fracasso que eu sentia aqui dentro era bem maior do que o otimismo que Deus me dava e isso era mais que um problema...
Eu me incomodava com a minha presença e com a presença de qualquer um, me sentia invadida, como se eu não fosse interessante nem pra mim mesma, minha auto-estima estava abaixo do normal e eu me sentia como qualquer outra pessoa, menos como eu mesma, eu não sabia como eu era mais, perdida em ser eclética demais sem saber sua identidade eu não sabia nem pra onde ir...
Heartless
' Minhas lagrimas então se misturaram com a água que caia sobre meu rosto e então eu pude sentir somente a dor, tão crua e fria, senti-la realmente destruindo todo meu ser, eu estava entregue, pobre diabo, cheia de arrependimentos. Meu coração batia bem forte e lentamente eu me sentia perdendo o ar...
- Me diz onde doí ?
- Doí tudo...
O que acontece então ? Quando não conseguimos mais aguentar tanta dor, tanto peso em nossas costas, o que agente faz então ? Desiste ? Se entrega ? Seria uma atitude bem burra por sinal, a razão teria razão, pois uma vez que se está de pé lutando já está insuportável, se nos entregarmos então seria muito pior... Isso é bem lógico...
Mas dizem que quando a dor é muito grande ela se ameniza, eu discordo! A dor cada vez mais se torna insuportável e a vontade de acabar com tudo se torna bem mais visível. bem mais fácil de acontecer. Caia por terra então todos meus planos, sonhos e mundos recriados, eu me tornava meu pior pesadelo, minha presença era vazia até pra mim mesma e mais e mais eu me tornava tudo aquilo que odiava, um ser humano podre cheio de cicatrizes e despedaçado, alguém sem essência, ranzinzo, de alma velha e cansada, mais um coração despedaçado e desperdiçado. Aos poucos eu perdia minha essência, o privilegio de estar viva, a dadiva de viver, devagarzinho eu me tornava um desconhecido...
Me acorde desse pesadelo, por favor me encontre, me traga de volta, me pegue pela mão e cuide de mim... '
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
Disturbio de um amor.
Dia...
Pouco importa quantos dias fazem, já me convencia que não haveria fim, não dessa forma, você não faz ideia do que se passa aqui, dito e feito, quem não é visto não é lembrado... um fracasso total, colapso total.
Pouco importa quantos dias fazem, já me convencia que não haveria fim, não dessa forma, você não faz ideia do que se passa aqui, dito e feito, quem não é visto não é lembrado... um fracasso total, colapso total.
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
Pra você sempre meu sim!
Eu não sei muito bem explicar o por quê, mas é como se eu só conseguisse ver uma saída, como se eu conseguisse ver somente um caminho e ele me leva até você, 'como se eu esperasse um trem e não importasse aonde ele iria me levar, porque eu estaria com você...'
Tudo o que eu sempre quis foi esperança, eu esperei muito isso de todo mundo, mas agente aprende, sempre aprende, que decepção é o que mais se vai ter na vida, como dizia Shakespeare: ' Não importa o quanto agente importa, simplesmente há pessoas que não se importam...'
Bom, acho que você encontrou o seu lugar, a sua saída de emergencia, pelo menos por enquanto, ou talvez permanente, infelizmente eu não sei o dia de amanha, o que importa é realmente o agora e agora, você está longe de ser quem eu esperei, no fundo eu sabia que isso não dependia de mim, mas eu quis dar o braço a torcer, eu precisava quebrar a cara de alguma forma, precisa acordar, enxergar um palmo a frente do nariz, enxergar além de você,
Meu jeito anti-quadro de ser já não te interessa mais. Houve um dia, que me orgulhava de você, da sua força, do seu carater, do seu querer, houve um dia em que eu bati no peito e disse: Eu tenho orgulho da minha menina e isso era suficiente para enfrentar o mundo, me motivava ao ponto de não querer nada mais além do seu amor, houve um dia que a menina cresceu e se achou independente demais, mas dela eu estava dependente demais...
domingo, 23 de setembro de 2012
Distúrbio de um amor.
Dia 103.
E ela chorou, chorou de novo como uma garotinha, relembrando tudo o que disse, remoendo o seu novo jeito de viver, ela tentava, tentava, conseguia esconder o buraco em si mesmo, vestia o sorriso no rosto todas as manhas e fingia estar tudo bem.
Ela fugia de tudo que a levasse a esse desespero, mas aquela noite foi inevitável, eu não sei explicar o porque dela cair em tentação justo naquela noite, tão solitária e infestada de insonia, deslocada em um lugar que não era dela, com coisas que não a pertencia, eu não sei explicar, mas o coração, mesmo tão machucado e magoado, conseguiu falar mais alto, fazendo tomar tal atitude...
Ela nunca fez o tipo da garota orgulhosa, mas aquilo a repugnava, era um veneno que corroía o seu próprio ser, que a fazia tão mal ao ponto dela rejeitar o seu próprio eu, a sua própria companhia.
Ela estava forte, porém despedaçada, ela sabia bem o seu ponto fraco, escondia bem, não deixava entrar, de forma nenhuma, infeliz, insatisfeita, e pior que isso: decepcionada com o que a pequena dela se tornou...
Ninguém era suficiente pra entender o que ela sentia, o que realmente sentia, talvez ela achasse desnecessário demais contar a mesma história para as mesmas pessoas, na verdade ela já sabia a resposta, ela não precisava de conselhos, o que ela realmente precisava estava fora de cogitação, traumatizada, ela rejeitava qualquer pensamento do tipo, ela realmente se afogou naquelas águas e dificilmente mergulharia ali de novo.
Era preciso uma tempestade de desabafo, mas ela sabia onde terminaria, ela a conhecia tão bem ao ponto de saber que estavam interligadas, Deus sabe se seria pra sempre, mas os laços ali ainda permanecia, onde ela enterrava cada lagrima, cada pingo ou tempestade de saudades, cada mal estar de estar no lugar errado na hora errada.
Ela tinha aprendido a guardar os pedaços do seu coração, seria difícil entrega-los assim de mãos beijadas, mas por detrás daquela armadura toda, a garotinha ainda chorava, amedrontada por estar sozinha, fora dos momentos tão preciosos que ela sempre prezou. Hoje, o tempo já tinha passado, ela não sabia como voltar, já tinha perdido o ritmo, já tinha perdido o prazer, a dor era maior do que o prazer de uma simples companhia, eram-se transparentes demais, mais que a linha da conveniência, era mais seguro estar longe, mas a verdade era que ela sentia falta da pequena todos os dias.
Ninguém era suficiente pra entender o que ela sentia, o que realmente sentia, talvez ela achasse desnecessário demais contar a mesma história para as mesmas pessoas, na verdade ela já sabia a resposta, ela não precisava de conselhos, o que ela realmente precisava estava fora de cogitação, traumatizada, ela rejeitava qualquer pensamento do tipo, ela realmente se afogou naquelas águas e dificilmente mergulharia ali de novo.
Era preciso uma tempestade de desabafo, mas ela sabia onde terminaria, ela a conhecia tão bem ao ponto de saber que estavam interligadas, Deus sabe se seria pra sempre, mas os laços ali ainda permanecia, onde ela enterrava cada lagrima, cada pingo ou tempestade de saudades, cada mal estar de estar no lugar errado na hora errada.
Ela tinha aprendido a guardar os pedaços do seu coração, seria difícil entrega-los assim de mãos beijadas, mas por detrás daquela armadura toda, a garotinha ainda chorava, amedrontada por estar sozinha, fora dos momentos tão preciosos que ela sempre prezou. Hoje, o tempo já tinha passado, ela não sabia como voltar, já tinha perdido o ritmo, já tinha perdido o prazer, a dor era maior do que o prazer de uma simples companhia, eram-se transparentes demais, mais que a linha da conveniência, era mais seguro estar longe, mas a verdade era que ela sentia falta da pequena todos os dias.
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
Distúrbio de um amor.
Dia 97.
Sou ser humana, cheia de falhas, cheia de medos, rancor, ódio, amor, saudade... Enfim, alguém cheia de dores a superar. E não importa! Não importa o quão eu possa ser fraca, eu nunca vou me abrir dessa forma de novo, eu não deixarei você entrar mais uma vez, conhecer o meu intimo e cuspir no meu orgulho como fez... E também não importa o quanto doa, isso é só meu, só pertence a mim, só eu sei o tamanho e dimensão disso tudo.
Você me enlouqueceu diante da sua loucura, eu não quis participar de nada disso, eu não pedi pra crescer, mas você tirou de mim... Eu não gostaria de enxergar de tal forma, mas você o fez, dura e cruel, sem piedade.
Me acostumarei com os dias estranhos, me acostumarei a viver de tal forma e por mais que a dor bata e o peito aperte eu direi não, eu não quero migalha alguma, eu não quero seu sorriso, eu não quero seu calor, eu não quero nenhuma lagrima minha que chame você, sem frações, tratos, dividas ou promessas. Eu escolho desistir.
domingo, 9 de setembro de 2012
Nós sempre pensamos que vamos ter mais tempo...
Me diz ? Sério, eu preciso que você me diga, pois eu não sei mais o que fazer... Como eu posso te ajudar ? Como eu posso te salvar de toda dor somente pra não ver você passar por tudo isso, somente pra ver o seu riso de volta, pra ver os seus olhos brilhando novamente e sentindo a arte áurea de viver...
Me traz de volta o seu sorriso, o seu viver, a tua calma, nesses dias tão conturbado e eu volto a ter as mãos atadas em relação a você... Ser otimista é até irônico uma vez que acreditar que nosso amor vai suprir isso, nós sabemos a verdade e isso doí, doí saber que podemos estar por um fio, ou que alguma coisa ou isso pode nos atrapalhar, doí saber que isso pode ser um inicio do fim...
Eu só peço a Deus, sabedoria pra distinguir as coisas e muito discernimento, para aguentar toda essa adversidade, porque eu acredito, acredito que o amor é mais forte, que cura tudo e aguenta de verdade, qualquer coisa...
sábado, 8 de setembro de 2012
sábado, 11 de agosto de 2012
Auto-controle.
Sigo na luta insistentemente, de cabeça erguida, sem olhar pra trás, eu já sabia o manual, eu sabia que no final tudo se acerta, tudo melhora e tudo se acostuma, eu só estava tendo aquilo que desejei, agora se tenho forças pra aguentar um próprio pedido é outra história... Sejamos cauteloso com nossos desejos porque eles se realizam, por mais que eu discordasse comigo mesma, eu sabia que seria melhor assim.
Eu precisava desse período, eu não me entendia por não compreender isso, eu precisava mais de mim, viver em mim, minhas coisas, minhas regras, mas eu insistia em nevoar isso com um monte de pessoas em volta.
Ruas, casas, avenidas, musicas, passos ao chão, lembranças antigas, coisas que eu ainda não sabia lidar, sensações ainda desconhecidas em mim que em cada crise vinha acompanhada e muito mais forte, me dominava, tomava meus pensamos em coisas completamente desnecessárias e alterava a minha percepção.
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
Seu.
Eu poderia viver eternamente se todos os dias fossem assim, onde a sua presença me invadisse e me tirassem todos os medos e receios, que a convivência fosse tão agradável como o dia de chegada, como se a rotina fosse ansiosamente vivida passo a passo. E nisso não há problema algum, não há problemas em ser normal, se estabilizar mas não esquecer de onde viemos, do que passamos.
Venha, deslumbrada em seus passos de luz, em minha terra claro, que tanto está acostumada a trevas e frio, há tempos que não se sentia a calmaria, mas isso era um sinal, benigno, que me mostrava em partes, milimetricamente analisado que era o certo! Detalhes, mas tudo de uma forma igual, mudando os seus coadjuvantes, eu via tudo acontecer da mesma forma, a calma na alma vinha em seus passos lentos e precisos, dando-me a certeza exata pra confirmação de uma coisa: era o amor.
Os dias de cores, nostálgicos e melodramáticos, que faziam exatamente florescer isso em mim, a calma, a respiração constante necessária para a subversão contraria, o domínio teve fim, eu estava livre para entrar em sua morada, genuinamente te entregar tudo, de mãos beijadas!
Distúrbio de um amor.
Dia 61.
Talvez meu medo de esquecer aquele sorriso fosse o mesmo de vê-los de outra forma... Continue assim, viva somente em minhas memorias, em pequenas lembranças, aos poucos vou me acostumando com a sua falta, vou aprendendo a conviver com ela, até que você seja apenas isso... Uma lembrança. O meu sincero agradecimento, encarecidamente por ter sido forte por mim, hoje, agradeço por não ter cedido ao meu querer, no fim tudo se torna claro, mais aceitado.
Talvez meu medo de esquecer aquele sorriso fosse o mesmo de vê-los de outra forma... Continue assim, viva somente em minhas memorias, em pequenas lembranças, aos poucos vou me acostumando com a sua falta, vou aprendendo a conviver com ela, até que você seja apenas isso... Uma lembrança. O meu sincero agradecimento, encarecidamente por ter sido forte por mim, hoje, agradeço por não ter cedido ao meu querer, no fim tudo se torna claro, mais aceitado.
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
Distúrbio de um amor.
Dia 60.
Eu acho que vou me classificar como sortuda por ter te conhecido verdadeiramente, puramente, quando seu coração não era cheio de mágoas, medos ou desamor, quando você era vulnerável e desprotegida...
Esse tempo acabou, hoje seu caráter é outro, sua vida é outra, totalmente diferente de tudo que um dia eu pude imaginar, queria eu poder-me só lembrar e não sentir nada, nenhuma saudade, nenhuma vontade de voltar atrás, de trazer de volta a linda menina que eu conheci.
Os tempos são outros, tudo tinha saído dos eixos, aquela frase: ás vezes é preciso se perder para se encontrar, ás vezes eu acho que me perdi demais... Estava fora dos eixos demais pra me acostumar com tudo já mudado, acostumar-se com o que já aconteceu...
Isso soa como uma despedida, de certa forma é sim, eu venho me preparando muito pra esse turbilhão e tudo nunca foi tão claro em minha mente, todos os fatos que eu me impedi de ver esse tempo todo. Eu deixo ir, porque tudo que nos pertence volta, e o mundo é cheio de voltas e em uma dessas voltas eu me sinta melhor sem isso tudo, a calma na alma nunca foi tão solicitada para tal situação, descanso, paz, eu precisava disso... Deixar estar.
terça-feira, 7 de agosto de 2012
Distúrbio de um amor.
Dia 58.
Tão perto do limite do tempo... 60 dias...
A verdade nunca se fez tão clara em minha mente, tudo o que eu acreditava se virava contra mim, eu já não sabia de certeza alguma, metamorfose ambulante, o que eu sempre pensei está a um passo de se realizar, será muito doloroso ver, mas... é necessário. O meu signo, o meu dom, o meu ser, ao contrário.
Dia do alívio.
A mudança é essencial, necessária em certos momentos da vida. Eu tinha uma escolha, dois caminhos: regredir a melhor fase que eu tive ou evoluir pra algo desconhecido. Os fatos confuso em minha cabeça desfocava a minha visão, eu queria muitas coisas, queria conciliar tudo, mas no fundo eu sabia que não seria possível, pra dizer a verdade eu não sabia bem o que queria, nevoado em minha cabeça os fatos pareciam zombar de mim, presa na ideia de ter momentos bons e inesquecíveis de novo.
Mas tudo dependia de escolhas, eu tinha que escolher o modo dos meus momentos bons, tinha que descrever o que era isso pra mim. Eu pedi sabedoria e estou recebendo de volta, meio confuso e rápido demais, mas eu estou tentando tirar proveito disso tudo, uma lição.
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
Choice done !
Você assim distante, sinto um mover do destino para uma atitude certa para o momento, o poder de observação é crucial nessas situações onde não sabemos o que fazer, é fato! É observar. A dificuldade se cria novamente, obstáculos, não que eles impeçam, pois a insistência faz acontecer, mas retardam e dificultam a ação. Assim eu deixo o tempo dizer por mim, relaxo a corda que me prende a você, a decisão é sua, sempre foi, interessada ou não, eu sempre deixei isso muito claro, sem pressão ou cobrança, como eu disse, se você sumir, já vou entender a situação. Você tem a faca e o queijo em mãos, vai embora se quiser e permanece se quiser. Passei a bola. É a sua escolha!
Adaptação
Agente ama, esquece, ama de novo, perdoa, se machuca, se desculpa, cai mais uma vez, algumas lembranças não deveriam ser bloqueadas, justamente pra servirem de provas quando você quiser dar uma nova chance, ás vezes, começar uma história com alguém novo é fácil, pois não há história boa ou ruim, não há mágoas nem dor, mas perdoar alguém pelos erros, doi extremamente mais, passar por cima de orgulhos, de valores, amor próprio, pode ser bem mais doloroso do que simplesmente deixar ir... Ás vezes eu me esqueço da dor que me proporcionou, eu tento superar, já esqueci várias partes, hoje nada passa de uma vaga lembrança sem sentimento algum, mas quando eu vejo, isso acontecer de novo, me vem levemente a mesma sensação que sentia... Eu pago muito caro pra ver o seu sorriso, realmente vale a pena ? realmente ?
Esse jogo não é em base de troca, eu fiz isso por você e você fez isso por mim, até quando vamos nos culpar de tanta dor ? Porque gostamos tanto de nos machucar ? Se você não se lembra, eu lembro de tudo! De toda a dor...
Dos frios na barriga e o desgosto de te olhar em certas situações, boca seca, mãos geladas, suspiros fortes... Eu queria resolver isso, mas você não está pronta, de certa forma me faz ir embora sem pingos nos 'i', sem esclarecimentos, pois eu odeio partir a francesa, sem explicações, sem um mero tchau... Mas lembre-se, você escolheu assim, pois eu quis estar aqui.. de alguma forma.
Cura.
Meu amor é tudo e ele se volta a você, eu penso em você, eu desejo você, pouco a pouco você vai me corrompendo, cada vez mais você entra dentro de mim, se instala, permanece, daqui há algum tempo serei um só, serei você...
Eu te torno a parte mais bonita em mim, eu que sou tão obscura e cheia de erros, vejo uma chance de mudar, de tentar fazer o certo...
Distúrbio de um amor.
Dia 54.
Por favor, isso é tão ridículo quanto os meus ciumes imbecis, dois meses não são suficiente pra se amar desse tanto... agente não precisa disso, ou melhor, eu não preciso disso! Eu só necessito de você como me convém, ás vezes nem precisa proliferar qualquer palavra, pois você já vem se mostrando desinteressada há algum tempo, mas apenas o fato de estar ali, apenas me observando já me satisfaz. Talvez seja essa forma de me desapegar mais fácil, de aceitar mais fácil...
Eu te tenho debaixo da pele, é fato você não vai se apagar em mim, infelizmente ou felizmente, pois eu fiz uma escolha permanente, eu dei minha palavra e minha cara a tapas... E eu quero me lembrar disso, dessa fase toda de adaptação, eu procuro somente o melhor. O melhor pra mim e o melhor pra você! Só isso. É simples e objetivo.
Eu te carrego em baixo das minhas asas, é fato, as pessoas tem que entender isso, você é forte mas quando fraquejar e quiser cair eu vou estar lá pra te segurar, se preciso for até caio com você, somente para ter um apoio ao se levantar. É nobre minha atitude, faço-a de coração, pois quero ser aquilo que não tive e apesar de tudo, acredito que precise sim, debaixo da sua armadura existe uma humana frágil.
Talvez esse seja meu carma, 'cuidar', talvez o sentido de eu estar aqui é somente esse, orientar! Usar-se das minhas artimanhas e sobrevivência para ensinar o que eu aprendi. Seja sábia, escute bem, eu não quero o seu mal, diferente de outros, eu estou aqui como pilastra!
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
Distúrbio de um amor.
Dia 53.
Como que eu posso decidir alguma coisa se você continua a nevoar minha cabeça ? Essa decisão é mais complicada de todas e realmente o buraco é bem mais embaixo, nossa situação, é bem mais complicada do que eu pensava... outro surto de realidade.
Não era difícil perceber a nossa sintonia, você é completamente visível pra mim assim como eu sou pra você, esconder-se alguma coisa, uma pra outra é uma coisa quase que impossível, pois somos transparente demais! Isso era bem sobrenatural pra mim, me enlouquecia ainda mais, embaralhava ainda mais a minha cabeça, nossos laços já não era mais de sangue, era mais elevado, acho que posso ousar dizer que são lanços de alma...
Nos entendiamos sem mesmo proliferar uma sequer palavras, temos o dom de apenas nos entender de olhar, eu sei! Eu senti isso. Eu te decifrei. Eu entendi que tudo o que eu pensava estava exatamente correto, por mais insano que fosse era verdade, era real!
Na verdade isso não ajudava muito, claro que era ótimo a minha grande observação, mas me tirava totalmente do foco de melhora, me ajudava mais a enlouquecer com isso tudo, com todas as suas façanhas de se mostrar indiretamente o que estava acontecendo, atitude nobre, uma vez que só via a minha dor, minha mente começara a pensar melhor sobre minhas atitudes...
Sejamos sinceros, eu não culpo ninguém, confesso que entrei em estado de espera esse tempo e fiz inúmeras coisas sem ao menos pensar nas consequências, literalmente imatura e inconsequente.
Tive dificuldade de ser eloquente, devia ser sido, na verdade eu estava completamente cega aos fatos em minha cara, por favor entenda que eu também tive um processo pra chegar aonde estou, pra admitir o que eu fiz.
Aonde isso vai chegar ? Eu não tenho ideia, essas ideias se confrontando em minha mente me faz afastar mais do fim, eu já sabia que seria só um começo, mas eu fugi, fugi muito dessa ponte, dessa passagem, elevação de espirito...
Nossa almas estão conectadas, talvez algo de vidas passadas, eu não sei, não sei em que acredito, mas normal isso não é, está bem longe de ser... Eu desconheço esse turbilhão todo, mas eu estou dentro dele, não posso fugir! Tenho que encarar e é agora, estou aprendendo, me elevando e preparando pra isso tudo. Isso aqui é uma guerra! O inferno é aqui!
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Distúrbio de um amor.
Dia 52.
Você me assombra, o seu nome está por todos os lados, eu não paro de pensar em você um minuto e por sorte você está ocupada demais pra ver isso, ver eu assim por voce...
Eu não sei mais em que acreditar, no que aceitar, essas coisas todas fora do eixo, esse tempo passando rápido e devagar, essa ritimia de humor, essa instabilidade profunda que você me trás... Na verdade, eu queria te entender, queria que você se abrisse pra mim, mas você me prova o contrario, o seu instinto nato se faz contra mim, mas eu te conheço, conheço o seu intimo, conheço o que faz...
Distúrbio de um amor.
Cont... dia 50
Essa instabilidade de humor que me persegue, essa vontade de destruir tudo e construir novamente, essa saudade que não me deixa em paz um momento... Essa dor interminável, eu estou me auto destruindo, caindo aos pedaços... É irreversível tudo isso e eu não o quero de volta, eu só quero que vá embora, eu só quero que por favor me deixe, me deixe mas me deixe aqui, quero que pare de partir e levar os meus pedaços, cada um deles, eu só quero que essa guerra acabe, eu já me rendi a isso e eu suplico que por favor pare!
É uma constante luta comigo mesmo com tudo que eu rejeito e insisto em sentir... Eu simplesmente não desejo absolutamente nada, eu só quero sair disso, dessa instabilidade, desse buraco sem fim... uma vez dentro dele eu só sei cavar... é um processo, é uma cura, do pior jeito, do mais difícil, na marra!
Isso é lamentável, eu só sinto muito, muito mesmo por fazer isso tudo contra a minha vontade, você sabe bem o que comanda em mim e ele: meu coração, está muito fraco pra dizer qualquer coisa além de 'sinto muito'.
terça-feira, 31 de julho de 2012
Distúrbio de um amor.
Dia 51.
Sonho.
Estávamos em seu quarto, eu conversando com você que permanecia sentada á frente do seu computador, não me recordo da conversa. Você se levantou e aproximou de mim dizendo:
- Quando eu beijei o Henrique foi assim... - Aproximou-se de mim contra a parede, apoiou suas mãos na mesma e me beijou, mordeu-me os lábios de uma forma como nunca visto, beijou-me como nunca havia beijado, esse modo não pertencia a ela, mas logo eu a senti, senti o seu calor e sua respiração ao me beijar, suspirei... Em seguida, despertei em minha cama, você foi meu primeiro pensamento...
Let me dream about you...
Eu quero muito sentir o seu calor, ouvir as nossas musicas, preciso dos nossos momentos surreais, as nossas coisas, sua pele, seu cheiro, seu gosto, preciso sim, me embebedar disso tudo... me embebedar de você, preciso sentir as maravilhas que você me trás, o sentimento único e indescritível que sinto em sua presença, talvez você saiba o quão surreal é...
Era o tempo, a hora era exatamente essa, eu tinha adiado tanto tempo essa adaptação sua, talvez eu esperasse que acontecesse alguma mudança, talvez eu só precisasse disso pra querer mudar e aconteceu.
Eu estou me aperfeiçoando, tentando do fundo do coração parar de errar com você, justo com você... Eu adoeci mas eu estou de volta, cheia de vontade de fazer diferente, por você... Esse tempo terrível está no fim, eu sinto e a vontade dos dias em diante é tremenda, a vontade da nossa rotina com pequenas mudanças tão boas ! A felicidade estampa meus olhos, nem que seja por um momento, em meio há tanta escuridão, uma luz chamada você pisca pra mim!
Por favor venha, venha rápido! Que os dias passem como um ladrão até a sua chegada, porque eu quero o aconchego do seu abraço e a calmaria que a sua presença provoca. Na minha vida, tão congestionada e confusa, no meu coração tão cheio de feridas, cicatrizes, vazios e buracos, você ocupa o lugar mais bonito que ainda existe, feito por mim especialmente pra esse dia, que eu deixasse meus medos e assombros de lado e decidisse te amar de verdade...
segunda-feira, 30 de julho de 2012
Distúrbio de um amor.
Dia 50.
Eu não sabia lidar com isso, a unica coisa que eu pedia era forças, forças Deus porque sozinha eu não consigo...
Eu não sabia lidar com isso, a unica coisa que eu pedia era forças, forças Deus porque sozinha eu não consigo...
quinta-feira, 26 de julho de 2012
Distúrbio de um amor.
FUCKING
DAY 46.
Hoje era um dia onde eu tinha tudo pra
desistir, pra fazer mesmo uma besteira daquelas que eu me arrependeria o resto
da eternidade, hoje era o dia que eu tomava coragem... isso me amedrontava, o
que eu era capaz de fazer, nessa situação eu me desconhecia, era uma parte
minha que eu nunca havia conhecido, era parte de mim, eu não podia negar.
Eu prometi não surtar mas eu estava
transtornada, era difícil manter a calma nesse turbilhões de pensamentos,
eu tentava pensar em somente uma coisa nessa confusão... Sim, definitivamente
eu deixei isso tomar conta, fazer morada em mim, eu estava extremamente
amarrada em nada e continuava a acreditar que isso era tudo, o extremo da dor.
Não era nada! Era um detalhe, eu estava cega novamente, não enxergava nada de
bom, só dor, dor e dor.
Como eu permitia algo tão simples me derrubar ? Eu
lembrava de sonhos e planos, eu lembrava apenas do seu modo de dormir e BUM!
acontecia tudo de novo, transtornos e turbilhões me invadiam, me dominavam, me
consumiam e começavam tudo de novo, eu voltava a estaca menos um milhão, um
passo a frente, duzentos pra trás...
Fraca... Definhando aos pedaços, ela não fazia
ideia, talvez nunca entenderia esse meu inferno, mas ele sim era bastante real
em meus dias, dias de tormentas, de tempestades, tudo estava ótimo e
tranquilo, tudo dando certo, mas havia um buraco enorme dentro de mim cujo o
nome era o seu nome, a causa disso tudo.
Isso era meu espirito evoluindo,
saindo da rotina, do comodismo, era preciso seguir, mesmo sem querer, mesmo sem
saber aonde iria chegar, foi preciso continuar, nesse caminho sem nada seguro,
sem certezas, na corda bamba, minha força falhou, meu coração parou, mas a sua
mão me sustentou, esse tempo todo, nessa tempestade que eu mesma fiz, nessa
culpa que só cabe a mim... transbordando.
sexta-feira, 20 de julho de 2012
Distúrbio de um amor
Dia 40.
Eu precisava me conformar em ser apenas uma lembrança, mas eu sabia que isso ainda ia me fazer sofrer muito, a minha dor por você era só um começo do que realmente estava por vim...
Ás vezes era como se eu não aguentasse a dor, eu me convencia que não ia conseguir e essa dor, simplesmente explodisse meu coração, como se eu pudesse sentir cada pedaço dele se desmembrando do todo e fizesse meus olhos se encherem d'água novamente...
Eu precisava me conformar em ser apenas uma lembrança, mas eu sabia que isso ainda ia me fazer sofrer muito, a minha dor por você era só um começo do que realmente estava por vim...
Ás vezes era como se eu não aguentasse a dor, eu me convencia que não ia conseguir e essa dor, simplesmente explodisse meu coração, como se eu pudesse sentir cada pedaço dele se desmembrando do todo e fizesse meus olhos se encherem d'água novamente...
domingo, 15 de julho de 2012
Distúrbio de um amor.
Dia 35.
Quando você ama demais, a ausência da pessoa doí igual a morte e parece que todos os dias sem ela se torna um luto.
sábado, 14 de julho de 2012
Distúrbio de um amor.
Dia 34.
E então todas essas dores vão se amenizar, chegou o tempo de você me decepcionar e isso vai ser bem ruim, eu sei, mas vai me anestesiar de você, ou talvez me faça gostar mais...
E eis que chegou o tempo de nossas diferenças, onde nada mais bate, nem conversas, nem idéias, nem cuidados, nem gestos, todos desperdiçados, dilacerados, perdidos no tempo que se passou, um passado bem preso em mim, alimentado por qualquer atitude semelhante ao que costumava ser...
Eu não suportava mais esses dias estranhos, era o fim! Meus olhos eram vendados pra tudo em relação a você, eu tentava entender cada detalhe, eu simplesmente não entendia que aquilo era realmente você, a sua verdadeira face e eu queria por tudo nesse mundo acreditar que era somente uma fase ruim... Eu mentia pra mim mesma. Eu não era como ela que aceitava as derrotas, se acostumava com ela, abraçava-a e aceitava a conviver com isso, eu lutava, lutava, lutava por qualquer pedaço bom, qualquer migalha que me lembrasse algo bom nela, me iludia tanto que não sabia o que mais poderia acontecer para realmente enxerga-la... Esse amor estava doente, rastejando os pedaços de bom senso que ainda tinha, a libriana não queria deixar pra trás...
Eu a senti dormir nos meus braços, a noite toda, ela não se desligou, ela sabia que era eu e eu sentia que ela me sentia. Eu estava em paz, absolutamente nada me tirou o pensamento fora, na verdade eu não pensava em nada, apenas assistia tudo acontecer, foi esplêndido! Eu desejava estar um pouco melhor ou sensível para absorver mais, porém pela primeira vez, eu acho, senti tão intenso as borboletas festejando no meu estomago, me tirando a paz naquele momento, me levando e trazendo pra dentro e fora da realidade, tudo em relação a você é um sonho, desde tempos atrás quando você era somente uma garota qualquer que eu conhecia.
Distúrbio de um amor.
Dia 33.
Eu estava numa fase muito decisiva, eu queria muitas coisas mas eu sentia que estava regredindo, eu tinha que mudar, era necessário, a vida me cobrava isso: outra rotina! Mas eu queria me perder, deixar estar...
Eu precisava realmente de alguém que me salvasse, mas esse alguém não poderia ser eu, eu não queria que fosse...
A vida nunca foi bondosa comigo, tudo o que eu aprendi foi na marra, infelizmente eu não tive ninguém pra passar a mão na minha cabeça e ao contrário de muitos a minha fase de ócio não foi tão bem aproveitada, mas isso é um problema totalmente meu, eu entendo isso. Eu era insatisfeita com tudo, instável com qualquer decisão, talvez essa seja a parte mais difícil da minha vida, uma série de lutas constantes com o meu eu.
terça-feira, 10 de julho de 2012
Distúrbio de um amor.
Dia 30.
Bum! e eis que acontece algum momento de sanidade em mim... Era certo que eu iria enlouquecer com tantos pensamentos, vontades, perdas de sono e sono demais, a verdade era que eu não conseguia focar em nada, você tinha quebrado em mim uma pilastra principal... e eu estava cambaleando...
Isso era mais do que eu poderia suportar, foi uma mudança drástica demais, eu tentava acostumar, em vão, em vão, em vão... Era tudo cercado de erros e erros, frustrações e desgostos, nada era como eu realmente queria.
Eu não tinha estrutura pra segurar isso, de certo é verdade esse tanto de coisas que penumbra minha mente, assombra, me interpreta mal, bem mal, muito mal... Olhar teu rosto me aperta o coração, a sanidade parece querer voltar e tudo se bagunça novamente... Eu não vou interromper esse desfecho de uma forma ou outra você precisa disso também, eu sigo, você segue e agente se encontra lá na frente quando você estiver realmente pronta e estiver presente... será que tá certo ?
Eu precisava disso, ansiava sentir sua falta de novo, pensar em você... porque isso não estava acontecendo, eu não tinha algo pra lutar, mas pelo menos esse sintoma de saudade, essa vontadezinha de pensar em você já me melhora, ameniza tudo isso, me faz sentir humana de novo... Me trás de volta ao meu mundo e me faz acreditar a quem eu realmente pertenço... À você.
Eu precisava disso, ansiava sentir sua falta de novo, pensar em você... porque isso não estava acontecendo, eu não tinha algo pra lutar, mas pelo menos esse sintoma de saudade, essa vontadezinha de pensar em você já me melhora, ameniza tudo isso, me faz sentir humana de novo... Me trás de volta ao meu mundo e me faz acreditar a quem eu realmente pertenço... À você.
sexta-feira, 6 de julho de 2012
Distúrbio de um amor.
Dia 26.
E então você tem uma atitude que contrariam todas as suas decisões...
A paz não vinha, mas eu conseguia me manter melhor, mas isso tudo estava muito estranho, assim como foi uma vez, devagarzinho eu me lembrava, me lembrava daquele passado tão doloroso e como as coisas entre nós insistiam em se repetir, ninguém sabe desse amor, nem mesmo eu, isso me surpreende dia após dia, ano após ano, nós mudamos, assim como as estações mudam, mas pelo menos uma coisa era igual... esse tempo todo.
Eu sentia um medo terrível, uma sensação de vazio, impotência e insuficiência que me tiravam o sono... sono, eu velava seu sono com total cautela, sim, eu estava cuidando, esperando qualquer movimento seu, inconsciente que demostra-se algo bom para mim... eu não queria que a noite acabasse, queria eu só te olhar dormir a noite toda e pensar em tudo o que sinto por você...
Vocês estão bem por fora do amor, o amor é mais sobrenatural que imaginamos, a cada dia eu aprendo isso, serei uma eterna aprendiz do amor, escrava dele, submissa a ele, sim! Eu serei, eternamente...
Eu posso até gostar de alguém, me interessar por alguém, me acostumar com alguém, mas quem eu amo e quis amar, você sabe bem... Eu nasci pra cuidar de você, uma sina, uma aliança, um trato!
quarta-feira, 4 de julho de 2012
Distúrbio de um amor
Dia 24...
(...) E então subitamente eu percebi que eu não estava ruim, eu comecei a enxergar um passo a frente do meu nariz, comecei a ver pra quem eu fazia esse caos todo, alguém que não merecia, que estava em outro planeta, fora de si, curtindo outra fase, achando massa dizer 'pode crer' e outros derivados, ela curtia sua fase de idade e eu não pudia interferir nisso, só cabia a ela saber se ia ou não continuar nesse caminho, isso não dependia de mim, eis que o dia das diferenças chegou... acostume-se!
(...) E então subitamente eu percebi que eu não estava ruim, eu comecei a enxergar um passo a frente do meu nariz, comecei a ver pra quem eu fazia esse caos todo, alguém que não merecia, que estava em outro planeta, fora de si, curtindo outra fase, achando massa dizer 'pode crer' e outros derivados, ela curtia sua fase de idade e eu não pudia interferir nisso, só cabia a ela saber se ia ou não continuar nesse caminho, isso não dependia de mim, eis que o dia das diferenças chegou... acostume-se!
Deux tiers.
Ao som do piano, me deixava pior a cada toque, a cada som, eu só pensava nisso, nessas coisas sem sentido, nesse sofrimento exagerado, nessa falta exagerada, isso não era assim...
Não me esquece, eu imploro! palavras assim me deixam extremamente dispersa ao que pode vim, o poder disso tudo, a solidão disso tudo, a importância disso tudo, eu tentava me convencer que isso tudo era um exagero, mas eu não enxergava além, era tudo surreal, estava realmente difícil distinguir o real do surreal, pois nada disso passava de um sonho pra mim, um pesadelo bem ruim, ruim ao ponto de me fazer perder a cabeça, virar um peso, um encosto, um pobre diabo debilitado.
Os olhos marejados eram apenas uma característica, o bonito não estava dentro, não estava fora, encontrava-se perdido em sua casa, embaixo do seu colchão ou dentro do seu guarda-roupas ou jogado ao chão... Mas de uma coisa eu sabia: em mim não se encontrava mais...
Tentava do fundo do coração ou do resto que existia ver alguma esperança, ver em seus olhos, nas suas palavras, nos seus gestos, em alguma coisa que me fizesse reconhecer o seu valor ali naquele momento tão ruim... Eu tentava ser forte por você, eu acordava todos dias por você, acordava pra esperar qualquer pedaço seu, qualquer coisa que me fizesse acreditar que eu estava segura, a salva... eu juro que eu tentava.
Aquilo não poderia ser o fim do mundo pra mim, o ponto final, a ultima página do livro, eu estava enganada, eu tinha consciência, mas a aceitação era outro degrau, dessa vez eu não tinha algo extraordinário pra mim salvar, me tirar atenção, eu estava de férias, eu estava sozinha, rodeada de pessoas simbólicas até as 18 horas e depois disso ? Das 18 horas ? Na companhia de um cigarro eu só via o inferno se confirmar...
Distúrbio de um amor.
Dia 24.
Mas nao tem revolta nao, eu só quero que você se encontre, saudade até que é bom, melhor do que caminhar sozinho...
Isso toma conta, cada dia é uma luta, uma guerra pra aguentar isso sozinha, Deus como alicerce me diz o que fazer, chora comigo minhas dores, me levanta do chão frio, você saiu do abismo e me atirou dentro dele... me deixou lá...
De repente tudo se fez sentido algum, não havia sentido em ir ou continuar, dar um passo a frente e vinte para trás, lutar contra mim mesmo e ceder no primeiro surto, isso não valia de nada! Eu continuava fraca! Caindo aos pedaços, pouco a pouco a me destruir. Os fatos físicos eram bem visíveis, eu já ignorava isso tudo, perdia o chão, as palavras, os pensamentos, tudo! Não existia nenhum lugar que me trazia paz e eu precisava muito disso, precisava me encontrar, te encontrar, me libertar desses dias sem fim!
Eu temia os dias, não tinha ideia nenhuma de como seria eles sem você, o mesmo tédio de sempre, as mesmas ruas, lugares, cheiros e sentimentos, exatamente o mesmo, que se tornavam tão intensos, tão vivo em mim. Eu perco as palavras, corro da verdade, me escondo e me apego em qualquer coisa, não vejo o lado de fora, mais um sonho frustrado, mais um lugar alagado, mais uma mente perdida, mais uma lagrima contida... E assim se foi, mais um dia...
' Eu tenho sono do lugar aonde você mora... '
Mas nao tem revolta nao, eu só quero que você se encontre, saudade até que é bom, melhor do que caminhar sozinho...
terça-feira, 3 de julho de 2012
Distúrbio de um amor.
Dia 23.
Eu me lembro daquela vez que pegou meu caderno, cheio de palavras sem sentidos, sentimentos perdidos e fantasiados, você se ofendeu mas nada daquilo era verdade, não queria que estivesse lido daquela forma, eu teria que te explicar antes, mas naquele momento eu fui outra pessoa, escrevi como tal, mas você não acreditou, apenas aceitou e guardou o rancor e dor suficiente para me esquecer... foi um processo.
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