Ao som do piano, me deixava pior a cada toque, a cada som, eu só pensava nisso, nessas coisas sem sentido, nesse sofrimento exagerado, nessa falta exagerada, isso não era assim...
Não me esquece, eu imploro! palavras assim me deixam extremamente dispersa ao que pode vim, o poder disso tudo, a solidão disso tudo, a importância disso tudo, eu tentava me convencer que isso tudo era um exagero, mas eu não enxergava além, era tudo surreal, estava realmente difícil distinguir o real do surreal, pois nada disso passava de um sonho pra mim, um pesadelo bem ruim, ruim ao ponto de me fazer perder a cabeça, virar um peso, um encosto, um pobre diabo debilitado.
Os olhos marejados eram apenas uma característica, o bonito não estava dentro, não estava fora, encontrava-se perdido em sua casa, embaixo do seu colchão ou dentro do seu guarda-roupas ou jogado ao chão... Mas de uma coisa eu sabia: em mim não se encontrava mais...
Tentava do fundo do coração ou do resto que existia ver alguma esperança, ver em seus olhos, nas suas palavras, nos seus gestos, em alguma coisa que me fizesse reconhecer o seu valor ali naquele momento tão ruim... Eu tentava ser forte por você, eu acordava todos dias por você, acordava pra esperar qualquer pedaço seu, qualquer coisa que me fizesse acreditar que eu estava segura, a salva... eu juro que eu tentava.
Aquilo não poderia ser o fim do mundo pra mim, o ponto final, a ultima página do livro, eu estava enganada, eu tinha consciência, mas a aceitação era outro degrau, dessa vez eu não tinha algo extraordinário pra mim salvar, me tirar atenção, eu estava de férias, eu estava sozinha, rodeada de pessoas simbólicas até as 18 horas e depois disso ? Das 18 horas ? Na companhia de um cigarro eu só via o inferno se confirmar...
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