Algumas saudades, coisas reais, as vezes só pensamentos, tão distantes que nem saem daqui, apenas disperdiçados.
sábado, 29 de dezembro de 2012
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
The open door.
O sentimento de covardia me tomava conta, eu realmente me sentia uma covarde por desistir, quebrar minha própria promessa, a minha própria palavra, quebrar o meu tratado. Era sem saída e eu me via tão desgastada e corrompida, preste a desaparecer em magoas e rupturas por todos os lados.
Eu estava a um passo de me suturar, mas essa dor que me enche de escuridão ainda me assustava quando eu me dava conta da realidade. Havia uma parte morta dentro de mim, podre, e ela me dizia todas as vezes que não acreditava em mim, não acreditava na possibilidade de cair por terra, mas tenho dito que sim, infelizmente ou felizmente, ela tinha caído. Eu me superava diversas vezes até me orgulhava do que tinha me tornado, mas a decepção disso era tão repugnante que eu me sentia um ser humano rebaixado.
O tempo passou e eu mudei tanto, me transformei tanto, que me reconhecia a anos atrás, na verdade eu não tinha percebido que eu tinha mudado desde o começo e que aquela essência que eu estava procurando estava dentro de mim o tempo todo escondida no que você me tornou.
Como em uma prisão eu estava livre... E assustada com tanta liberdade, assustada com a ideia de poder me doar novamente, aterrorizada com a ideia de ser tudo diferente mas sabendo a maneira em que se acaba.
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