domingo, 30 de outubro de 2011

Take a bow.

            ' Meu coração se encheu de dor, na verdade acho que era angustia, eu não podia suportar aquela situação mas meu orgulho era demais para dar o braço a torcer, para conversar normal sem ter que dar patada como método de defesa... Na verdade eu me preparava, para passar por tudo novamente, eu já tentava me acostumar.
         Minha vontade imensa de super-proteção, de salva-la de tudo e livra-la de tudo era muito grande, eu sempre me cobrava demais, porém meu orgulho era  bem maior para não deixa-la ver a dimensão da minha preocupação.
   Eu tinha decidido! Em meio transtorno, surto, só me vinha uma ideia extremamente egoísta em minha mente e cada vez mais eu me convencia que era o certo a fazer.
      A verdade era que eu tinha cansado das pessoas, eu não aturava mais nenhum tipo de decepção vinda delas e perto de mim eu só queria aqueles que realmente gostavam ou que nunca tinha me decepcionado de certa forma. Eu estava  farta dessa falsidade, desse 'só ligar quando precisa', eu tinha me revoltado ou realmente abrido os olhos para essa realidade.
     Eu estava perdida e completamente consumida pelo orgulho para admitir isso! Era uma opção estar sozinha, porque toda a minha realidade se tornou ilusão. Eu teria que ser muito forte pra aguentar isso mais uma vez, sem clichê de comer e cuspir no prato, porque dessa vez eu realmente estava sozinha.
        Eu tentava fazer disso tudo o que eu tinha, na verdade eu acredito que era a única parte verdadeira da minha vida, a única parte real e eu sabia do quão eu precisava disso, eu sabia a dor que sentia.
       Eu só queria amenizar, pra passar por tudo isso de novo, mas eu não me esquecia que dessa vez eu estava preparada mas também sabia da dor que me aguardava...
      Isso tudo, TUDO, foi ilusão, chegou a hora de me desprender desse cordão umbilical, de acordar pra essa fase que você sabe que é o melhor você estar sozinha! Se fortalece! Te desprenda! Age! '






            

sábado, 8 de outubro de 2011

I will follow you into the dark...

            ' Eu não consegui dormir... fiquei pensando e pensando, tentando afastar alguns medos, me lembrando de coisas, propositalmente ou não para perder o sono, em verdade a noite nunca foi satisfatória pra dormir, não assim...
          Eu buscava, eu tentava entender, na verdade eu tentava várias coisas, mas parece que tudo vinha a tona, o passado que eu esquecera, junto com suas sensações. Honestamente, eu não queria ser assim, tão frívula, tão pétreo, por fora era tão displicente, mas a verdade não era essa, a verdade era que eu me importava sim! E muito, e isso vinha a tona todos os dias da minha vida! 
        De certa forma eu me refugiei tanto, criei uma própria crosta de auto-controle justamente para não saber o quão fraca sou. Foi aparentemente a melhor forma de fugir de mim mesma. Voltava mais uma vez, todas as frustrações de uma vez só, sem pudor ou piedade, cara-a-cara comigo, me questionando até onde eu poderia chegar, ou aguentar. Confesso, isso tudo é sufocante, me frusta da pior forma possível, me tortura lentamente... mais uma vez.
       Talvez eu entenda algumas coisas, com a realidade presente, que me esfregava a cara na verdade, me faz lembrar o quando me enganei em fantasias, em planos, irreais e um pouco impossíveis de acontecer - naquela situação, referente a isso!
       Na realidade o meu desejo foi retorcido, o que eu queria não era aventuras o tempo todo, é claro que isso é bom e divertido, mas não o tempo todo, o problema não era ter o sábado a noite ou algum passeio fora de hora, mas o domingo sozinha... Não foi nisso que eu apostei todas as minhas fichas, não foi por isso que eu resolvi viver. Sim! Eu me preparei mal, adiei isso tudo, evitei de pensar, talvez por isso te sentia tão perto, não me preparei para o que realmente vinha, porque isso me testa de todas as formas e eu só caio e me frusto! Não vim aqui para sempre perder, para sempre entender, eu vim para ganhar essa guerra! Pra aguentar isso tudo! Mas parece que me atacam no meu ponto fraco, o dom da paciência são para poucos e eu pareço não me encaixar no perfil.
         Eu não posso simplesmente 'deixar pra lá', eu tenho um ideal, uma ideia formada, um proposito e a única coisa que eu consigo fazer até hoje é decepcionar, falhar ou frustar. A fraquesa pouco a pouco vai me cansando, a descrença se desfalece em meus sonhos e planos e a figura de ter alguém por perto se torna questionado, se está ali mesmo.
       Depois da tempestade vem a calmaria, mas isso tá mais para um diluvio! '