' Eu sinto falta da sua luz...'
Algumas saudades, coisas reais, as vezes só pensamentos, tão distantes que nem saem daqui, apenas disperdiçados.
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
' Minha insignificante existência nesses dias tão iguais, vagar é minha sina, meu castigo, esse ser tão vazio que sou, nessa sobrevivência insistente que não me deixa em paz! Eu só estou fazendo o que eu devo fazer... sobreviver, não importa como... Eu devo sim perder tudo, novamente e quantas vezes forem preciso porque eu não aprendo! Eu vivo em atraso, sinto em atraso, fora do ritmo, tarde demais...
E quando não resta mais nada ? Nenhuma alegria no paraíso ? Assombrada pelos medos do passados, tão pequena e insignificante como um grão de areia, e quando você desiste e para, vendo o mundo rodar em sua frente e você ta simplesmente parada, anestesiada, sem vontade de sair do lugar e seu corpo chora porque nem ele é capaz de guardar tanta coisa, mas sua alma nem sente mais nada, mutilada por tanta decepção... E quando não passa ? Todas essas sensações não vão embora... '
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
Formalidades.
' Enfie sua educação a quem bem queira, pois a minha vontade ainda é vomitar... Vomitar o ser humano repugnante que eu fui, que via sempre a mesma história se repetir. Eu devo ter aprendido, devo ter aprendido mesmo a ser bem ruim, bem egoísta e com um amor próprio incondicional porque sim! Eu era exatamente isso.
Eu olho pra você e eu sinto tantos sentimentos juntos se fundindo em ódio, rancor e dor, que eu me sinto por um fio pra explodir em pedaços de todo esse lixo procriado que sou. Essa procriação sua! Essa dor regada por você, todos os dias.
Um coração petrificado é capaz de amar de novo ? Na mesma intensidade ou maior ? Eu me encontrava num estado de cansaço tão avançado que estar sozinha no mundo não poderia ser tão melhor. Tudo meu e sem alguém pra desfrutar ou dividir, cegada pelo medo e solidão, eu queria o fundo!
Só porque queima não quer dizer que vai morrer, certo ? Renascida de mim mesmo com um terço de nós ? Eu deixo estar e deixo o tempo passar, se reformular e rezo pra te encontrar em outra vida, quando formos gatos e morar na sua calça, perto da cintura aonde eu costumava morar. '
domingo, 20 de janeiro de 2013
I'll never forget.
' Olhei para o seu futuro e eu não me vi neles como eu sempre pensei, vi suas conquistas e batalhas e seus sonhos realizados, êxito e felicidades, momentos que não serão visto ou sentidos por mim, a sua feição envelhecendo, tudo mudando de lugar, o mundo inteiro em nossas mãos, e tudo exatamente da forma que você nunca planejou. Seu sonho de criança que não se realizou, sua vontade que você deixou pra trás, algo que poderia ou não ter dado certo, mas que você não tentou. A vida muda tanto e não significa que você vai ta preparado.'
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
Set me free.
' Doeu, meu coração acelerou como de costume, mas não foi igual das outras vezes, o desespero do mundo caindo ao meu redor, não! Dessa vez ele nem tremeu. Peço-lhe que me liberte disso, o tempo passa e as lembranças ficam e eu deixei isso bem claro gravado debaixo da pele mas há um limite, existe um fim e ainda há forças dentro de mim que não me deixam ir, forças me impulsionando estar sempre por cima, me escondendo dentro da dor, me acobertando de estar bem, no meio do meu caminho... Por favor, pegue suas coisas e simplesmente vá, voe pra longe, me liberte desse nó preso a você, eu peço-lhe encarecidamente, sentimentos, vão embora! '
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
Give up.
' Talvez se eu arrancasse meu coração do peito doeria menos, todas essas dores que insistem em continuar arrancando cada pedaço de mim, me fazendo desistir, abrir mão de tudo...
Eu não queria ter sido quem disse adeus a essa vida, eu não queria esse efeito dominó, uma vez que uma peça cai o resto desmorona. Nenhum lugar me traz a paz que eu preciso, nenhum lugar me faz sentir nada e eu precisava sentir nada, ser uma inanidade. As palavras me faltam para descrever tantas sensações, tantas tentativas, tantas peças caídas, tantos traumas e feridas, eu não canso de dizer, de descrever, cada forma diferente que eu tenho de sentir dor, de sentir falta. Isso não vai passar... '
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
Tudo o que eu quero fazer é ser mais como eu e ser menos como você! (Numb - Lp)
' Eu tinha tanto de você que ser eu era um desafio. Giras, falas, sorrisos, manias, feições, gostos, quase tudo, quanto mais eu tentava te tirar de mim mas eu me tornava você...
Eu olhava no espelho e não me reconhecia, minha identidade era perdida junto com os meus sentimentos nobres, queimando-se voluntariamente até eu não ser mais nada, sentir mais nada. Eu não sabia o que eu era e isso tudo era apenas invenção, era o que eu conhecia de você, minha saudade revertia uma vez que não sentia sua falta, pois eu me encontrava sendo você, involuntariamente, estranhamente...
Eu sou uma reticência, você é uma reticência! Os dias estranhos voltavam em sensações e eu estava preparada pra rejeitar isso, a dor é tão grande que você até enoja, embrulha o estomago, doí tanto que não da vontade nem de falar... Fim! '
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
So, stranger, stranger, stranger things have happened, I know
Pra ser bem sincera, estava estranho, crescer doí e quem disse o contrario está mentindo! Eu tinha crescido tanto depois dessa parte morta dentro de mim, eu me tornei um ser humano tão distinto do que eu costumava ser, a venda dos meus olhos tinha caído e assim enxerguei o mundo de tal forma desconhecida e arrependimentos das formas mais fúteis do que fui batiam à minha porta.
Eu não sabia se era eu que estava me despedindo ou alguém mas tal mudança era tão extraordinária que de forma ou de outra eu tinha aprendido a ser bem mais intensa do que eu era e seguir ao pé da letra o 'viver sem amanha', alguma coisa estranha acontecia ou estava pra acontecer.
O dor era inevitável mas o sofrimento era sim opcional e eu escolhi não senti-la mais, sem me importar com o que o destino poderia me plantar, o mundo é agora, minha vida é agora, se eu demorar eu perco a chance e eu não tinha tempo pra esperar... Eu sentia isso a flor da pele, como se algo me avisasse ou me perturbasse, eu precisava sim me mover, sair do lugar que me limita, enxergar além.
Quando a dor é tão grande que se perder o ar, é assim que sobrevivemos... A dor é tão forte e insistente que a certo ponto ela se ameniza e nos sentimos anestesiados, ou talvez cicatrizado, mas o importante é que não doí a ferida, não doí quando se acredita que a cura é possível.
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
Mais uma murmuração
E o ano virou e eu senti um alivio penetrante em meu peito por finalmente ter acabado um ciclo. Era o fim e não voltava mais, o que tinha passado ou não já não importava porque agora entra um tempo novo. A busca da cura era insistentemente, mas ver o tempo passar me confortava mais. Era preciso acreditar que era possível, conviver com o eterno 'e se' em minha cabeça, mas o temor de ver meu mundo desabar novamente e aquele turbilhão todo se repetir me travava de tal forma que eu não conseguia nem me mover.
Eu tinha um peso em mim, estava em crise de realidade, eu tinha me tornado um avesso e o avesso era a forma certa, não adiantava o quanto o meu eu não quisesse aceitar, eu tinha mais você em mim do que eu mesma... Abrir mão não foi fácil, apenas assistir-se morrer mas o que acontece quando o primeiro dia vira dois dias, semanas, meses, quase anos ? Tudo o que sobrou foram roupas velhas...
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