domingo, 23 de setembro de 2012

Distúrbio de um amor.

Dia 103.

          E ela chorou, chorou de novo como uma garotinha, relembrando tudo o que disse, remoendo o seu novo jeito de viver, ela tentava, tentava, conseguia esconder o buraco em si mesmo, vestia o sorriso no rosto todas as manhas e fingia estar tudo bem.
          Ela fugia de tudo que a levasse a esse desespero, mas aquela noite foi inevitável, eu não sei explicar o porque dela cair em tentação justo naquela noite, tão solitária e infestada de insonia, deslocada em um lugar que não era dela, com coisas que não a pertencia, eu não sei explicar, mas o coração, mesmo tão machucado e magoado, conseguiu falar mais alto, fazendo tomar tal atitude...
           Ela nunca fez o tipo da garota orgulhosa, mas aquilo a repugnava, era um veneno que corroía o seu próprio ser, que a fazia tão mal ao ponto dela rejeitar o seu próprio eu, a sua própria companhia.
          Ela estava forte, porém despedaçada, ela sabia bem o seu ponto fraco, escondia bem, não deixava entrar, de forma nenhuma, infeliz, insatisfeita, e pior que isso: decepcionada com o que a pequena dela se tornou...
         Ninguém era suficiente pra entender o que ela sentia, o que realmente sentia, talvez ela achasse desnecessário demais contar a mesma história para as mesmas pessoas, na verdade ela já sabia a resposta, ela não precisava de conselhos, o que ela realmente precisava estava fora de cogitação, traumatizada, ela rejeitava qualquer pensamento do tipo, ela realmente se afogou naquelas águas e dificilmente mergulharia ali de novo.
          Era preciso uma tempestade de desabafo, mas ela sabia onde terminaria, ela a conhecia tão bem ao ponto de saber que estavam interligadas, Deus sabe se seria pra sempre, mas os laços ali ainda permanecia, onde ela enterrava cada lagrima, cada pingo ou tempestade de saudades, cada mal estar de estar no lugar errado na hora errada.
              Ela tinha aprendido a guardar os pedaços do seu coração, seria difícil entrega-los assim de mãos beijadas, mas por detrás daquela armadura toda, a garotinha ainda chorava, amedrontada por estar sozinha, fora dos momentos tão preciosos que ela sempre prezou. Hoje, o tempo já tinha passado, ela não sabia como voltar, já tinha perdido o ritmo, já tinha perdido o prazer, a dor era maior do que o prazer de uma simples companhia, eram-se transparentes demais, mais que a linha da conveniência, era mais seguro estar longe, mas a verdade era que ela sentia falta da pequena todos os dias.   



segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Distúrbio de um amor.

Dia 97.

            Sou ser humana, cheia de falhas, cheia de medos, rancor, ódio, amor, saudade... Enfim, alguém cheia de dores a superar. E não importa! Não importa o quão eu possa ser fraca, eu nunca vou me abrir dessa forma de novo, eu não deixarei você entrar mais uma vez, conhecer o meu intimo e cuspir no meu orgulho como fez... E também não importa o quanto doa, isso é só meu, só pertence a mim, só eu sei o tamanho e dimensão disso tudo.
          Você me enlouqueceu diante da sua loucura, eu não quis participar de nada disso, eu não pedi pra crescer, mas você tirou de mim... Eu não gostaria de enxergar de tal forma, mas você o fez, dura e cruel, sem piedade.
          Me acostumarei com os dias estranhos, me acostumarei a viver de tal forma e por mais que a dor bata e o peito aperte eu direi não, eu não quero migalha alguma, eu não quero seu sorriso, eu não quero seu calor, eu não quero nenhuma lagrima minha que chame você, sem frações, tratos, dividas ou promessas. Eu escolho desistir.




domingo, 9 de setembro de 2012

Nós sempre pensamos que vamos ter mais tempo...

        Me diz ? Sério, eu preciso que você me diga, pois eu não sei mais o que fazer... Como eu posso te ajudar ? Como eu posso te salvar de toda dor somente pra não ver você passar por tudo isso, somente pra ver o seu riso de volta, pra ver os seus olhos brilhando novamente e sentindo a arte áurea de viver...
           Me traz de volta o seu sorriso, o seu viver, a tua calma, nesses dias tão conturbado e eu volto a ter as mãos atadas em relação a você... Ser otimista é até irônico uma vez que acreditar que nosso amor vai suprir isso, nós sabemos a verdade e isso doí, doí saber que podemos estar por um fio, ou que alguma coisa ou isso pode nos atrapalhar, doí saber que isso pode ser um inicio do fim...
           Eu só peço a Deus, sabedoria pra distinguir as coisas e muito discernimento, para aguentar toda essa adversidade, porque eu acredito, acredito que o amor é mais forte, que cura tudo e aguenta de verdade, qualquer coisa...