Dia 103.
E ela chorou, chorou de novo como uma garotinha, relembrando tudo o que disse, remoendo o seu novo jeito de viver, ela tentava, tentava, conseguia esconder o buraco em si mesmo, vestia o sorriso no rosto todas as manhas e fingia estar tudo bem.
Ela fugia de tudo que a levasse a esse desespero, mas aquela noite foi inevitável, eu não sei explicar o porque dela cair em tentação justo naquela noite, tão solitária e infestada de insonia, deslocada em um lugar que não era dela, com coisas que não a pertencia, eu não sei explicar, mas o coração, mesmo tão machucado e magoado, conseguiu falar mais alto, fazendo tomar tal atitude...
Ela nunca fez o tipo da garota orgulhosa, mas aquilo a repugnava, era um veneno que corroía o seu próprio ser, que a fazia tão mal ao ponto dela rejeitar o seu próprio eu, a sua própria companhia.
Ela estava forte, porém despedaçada, ela sabia bem o seu ponto fraco, escondia bem, não deixava entrar, de forma nenhuma, infeliz, insatisfeita, e pior que isso: decepcionada com o que a pequena dela se tornou...
Ninguém era suficiente pra entender o que ela sentia, o que realmente sentia, talvez ela achasse desnecessário demais contar a mesma história para as mesmas pessoas, na verdade ela já sabia a resposta, ela não precisava de conselhos, o que ela realmente precisava estava fora de cogitação, traumatizada, ela rejeitava qualquer pensamento do tipo, ela realmente se afogou naquelas águas e dificilmente mergulharia ali de novo.
Era preciso uma tempestade de desabafo, mas ela sabia onde terminaria, ela a conhecia tão bem ao ponto de saber que estavam interligadas, Deus sabe se seria pra sempre, mas os laços ali ainda permanecia, onde ela enterrava cada lagrima, cada pingo ou tempestade de saudades, cada mal estar de estar no lugar errado na hora errada.
Ela tinha aprendido a guardar os pedaços do seu coração, seria difícil entrega-los assim de mãos beijadas, mas por detrás daquela armadura toda, a garotinha ainda chorava, amedrontada por estar sozinha, fora dos momentos tão preciosos que ela sempre prezou. Hoje, o tempo já tinha passado, ela não sabia como voltar, já tinha perdido o ritmo, já tinha perdido o prazer, a dor era maior do que o prazer de uma simples companhia, eram-se transparentes demais, mais que a linha da conveniência, era mais seguro estar longe, mas a verdade era que ela sentia falta da pequena todos os dias.
Ninguém era suficiente pra entender o que ela sentia, o que realmente sentia, talvez ela achasse desnecessário demais contar a mesma história para as mesmas pessoas, na verdade ela já sabia a resposta, ela não precisava de conselhos, o que ela realmente precisava estava fora de cogitação, traumatizada, ela rejeitava qualquer pensamento do tipo, ela realmente se afogou naquelas águas e dificilmente mergulharia ali de novo.
Era preciso uma tempestade de desabafo, mas ela sabia onde terminaria, ela a conhecia tão bem ao ponto de saber que estavam interligadas, Deus sabe se seria pra sempre, mas os laços ali ainda permanecia, onde ela enterrava cada lagrima, cada pingo ou tempestade de saudades, cada mal estar de estar no lugar errado na hora errada.
Ela tinha aprendido a guardar os pedaços do seu coração, seria difícil entrega-los assim de mãos beijadas, mas por detrás daquela armadura toda, a garotinha ainda chorava, amedrontada por estar sozinha, fora dos momentos tão preciosos que ela sempre prezou. Hoje, o tempo já tinha passado, ela não sabia como voltar, já tinha perdido o ritmo, já tinha perdido o prazer, a dor era maior do que o prazer de uma simples companhia, eram-se transparentes demais, mais que a linha da conveniência, era mais seguro estar longe, mas a verdade era que ela sentia falta da pequena todos os dias.