terça-feira, 23 de agosto de 2011

Wink!

            ' Eu prometi que iria, mas eu queria apenas ficar só mais alguns instantes olhando em volta para tudo o que acontecia, eu me perdia em palavras e pensamentos, tudo rodava e rodava, eu só conseguia pensar em uma coisa: Eu amo. Eu tentava achar respostas, discursos, com o dom de palavras que não me vinham nada. Parei, fiquei, permaneci calada, arriscando a chance, arruinando tudo... 
              Mas o que permanecia ali era tremendo, gritava em silencio tudo aquilo estampado nos rostos, eu via, eu me envergonhava e me impedia de agir, eu mesma me interditava de falar. Esbaldava milhões de ações, rodeavam, rodeavam, e eu hibernava junto de tantas palavras, perdidas, não-ouvidas, ou desperdiçada, eu não sabia o que dizer. O silencio não podia falar, era mal interpretado, as palavras não tinham forças, eram banais, eu queria dizê-las, alto! Forte! Em bom tom! Não! Elas não saíram...  Apenas fiquei, a mercê do que meu coração dizia sacana, não me dizia em palavras, me reatei em atos e fiz... dispersa de qualquer reação, entendi que na verdade eu não tinha realmente o que falar, eu tinha que fazer! '


            ' Eu irei lembrar de todos os sorrisos, vagas lembranças ao amanhecer, o sorriso de manha, o cheiro do ar e do cabelo a me iluminar a cada piscar de olhos, o boa noite em um sussurro e o eu te amo em silêncio... '  

K.C.




Keep clearly whatever you felt.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Game over!

             ' Eu ainda ei de entender o por que de tanta cumplicidade, de tanta dependência, de tanta dificuldade... Enfim dois caminhos, distintos, que não se cruzam, que não se depende, não era esse o desejo ? Por que tanta resistência ao ve-lo realizado ? Não consegue ver um palmo a frente ? 
            Vá em frente e faça o que você sabe de melhor... arruíne tudo! rs. '


               
















''Cuidado com o que se deseja...''











quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Small shoes give small steps

Meus olhos se encheram d’agua! Ao som do piano que me levava aonde eu não queria estar, que forçavam meus pensamentos rodearem e rodearem sem solução alguma me fazendo lembrar levemente do que me acontecia, eu não queria pensar totalmente, então lembrava-me lentamente a tortura do que me perseguia.
Eu nunca gostei na vulnerabilidade, isso deveria ser uma inexistência, mas era inevitável, eu não conseguia fugir do meu eu, e isso era mais que severo, era inexplicável, nem mesmo eu conseguia entender tanta cobrança, tanto desgaste, tanto desequilíbrio...


Can't be done!

           Eu fiquei lá, parada, evitando medos, evitando confrontos, mas por dentro amaldiçoava aquele juramento, amaldiçoava tudo o que vinha dele, tudo em prol daquilo que eu jurei. A interligação não era normal, eu sabia disso desde o principio... mas eu fugia, fugia da realidade que era me dada, eu fugia daquilo que acreditava. Eu tinha inúmeros fatores para deixar estar, mas de alguma forma aquilo me incomodava... e muito!
          Eu não aceitava nenhuma negociação, para mim era mais que tempo perdido, fingia que não sentia os apertos no peito, que não sabia o que os sonhos e sensações significava, eu escondia o sol com a peneira! A única coisa que queria era que cessasse, amenizasse, mas era de se embrulhar o estômago, me enojava! me deixava doente. Eu via tudo aquilo se repetir, mas eu tinha pilastra, muros, grades, andares... em vão, não me impedia de sentir.
           Não! A resposta é não. Eu abro mão de tudo isso. Eu odeio a ideia de algo me dominar e isso já me faz de brinquedo demais. A única coisa que quero, que imploro, é que saia... saia por onde entrou. Isso não sou eu, mas obedeça!