Pra ser bem sincera, estava estranho, crescer doí e quem disse o contrario está mentindo! Eu tinha crescido tanto depois dessa parte morta dentro de mim, eu me tornei um ser humano tão distinto do que eu costumava ser, a venda dos meus olhos tinha caído e assim enxerguei o mundo de tal forma desconhecida e arrependimentos das formas mais fúteis do que fui batiam à minha porta.
Eu não sabia se era eu que estava me despedindo ou alguém mas tal mudança era tão extraordinária que de forma ou de outra eu tinha aprendido a ser bem mais intensa do que eu era e seguir ao pé da letra o 'viver sem amanha', alguma coisa estranha acontecia ou estava pra acontecer.
O dor era inevitável mas o sofrimento era sim opcional e eu escolhi não senti-la mais, sem me importar com o que o destino poderia me plantar, o mundo é agora, minha vida é agora, se eu demorar eu perco a chance e eu não tinha tempo pra esperar... Eu sentia isso a flor da pele, como se algo me avisasse ou me perturbasse, eu precisava sim me mover, sair do lugar que me limita, enxergar além.
Quando a dor é tão grande que se perder o ar, é assim que sobrevivemos... A dor é tão forte e insistente que a certo ponto ela se ameniza e nos sentimos anestesiados, ou talvez cicatrizado, mas o importante é que não doí a ferida, não doí quando se acredita que a cura é possível.
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