quinta-feira, 26 de julho de 2012

Distúrbio de um amor.

FUCKING DAY 46.

            Hoje era um dia onde eu tinha tudo pra desistir, pra fazer mesmo uma besteira daquelas que eu me arrependeria o resto da eternidade, hoje era o dia que eu tomava coragem... isso me amedrontava, o que eu era capaz de fazer, nessa situação eu me desconhecia, era uma parte minha que eu nunca havia conhecido, era parte de mim, eu não podia negar.
              Eu prometi não surtar mas eu estava transtornada, era difícil manter a calma nesse turbilhões de pensamentos, eu tentava pensar em somente uma coisa nessa confusão... Sim, definitivamente eu deixei isso tomar conta, fazer morada em mim, eu estava extremamente amarrada em nada e continuava a acreditar que isso era tudo, o extremo da dor. Não era nada! Era um detalhe, eu estava cega novamente, não enxergava nada de bom, só dor, dor e dor.
         Como eu permitia algo tão simples me derrubar ? Eu lembrava de sonhos e planos, eu lembrava apenas do seu modo de dormir e BUM! acontecia tudo de novo, transtornos e turbilhões me invadiam, me dominavam, me consumiam e começavam tudo de novo, eu voltava a estaca menos um milhão, um passo a frente, duzentos pra trás...
          Fraca... Definhando aos pedaços, ela não fazia ideia, talvez nunca entenderia esse meu inferno, mas ele sim era bastante real em meus dias, dias de tormentas, de tempestades, tudo estava ótimo e tranquilo, tudo dando certo, mas havia um buraco enorme dentro de mim cujo o nome era o seu nome, a causa disso tudo.
              Isso era meu espirito evoluindo, saindo da rotina, do comodismo, era preciso seguir, mesmo sem querer, mesmo sem saber aonde iria chegar, foi preciso continuar, nesse caminho sem nada seguro, sem certezas, na corda bamba, minha força falhou, meu coração parou, mas a sua mão me sustentou, esse tempo todo, nessa tempestade que eu mesma fiz, nessa culpa que só cabe a mim... transbordando.






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