sábado, 14 de julho de 2012

Distúrbio de um amor.

Dia 34.

          E então todas essas dores vão se amenizar, chegou o tempo de você me decepcionar e isso vai ser bem ruim, eu sei, mas vai me anestesiar de você, ou talvez me faça gostar mais...
           E eis que chegou o tempo de nossas diferenças, onde nada mais bate, nem conversas, nem idéias, nem cuidados, nem gestos, todos desperdiçados, dilacerados, perdidos no tempo que se passou, um passado bem preso em mim, alimentado por qualquer atitude semelhante ao que costumava ser...
         Eu não suportava mais esses dias estranhos, era o fim! Meus olhos eram vendados pra tudo em relação a você, eu tentava entender cada detalhe, eu simplesmente não entendia que aquilo era realmente você, a sua verdadeira face e eu queria por tudo nesse mundo acreditar que era somente uma fase ruim... Eu mentia pra mim mesma. Eu não era como ela que aceitava as derrotas, se acostumava com ela, abraçava-a e aceitava a conviver com isso, eu lutava, lutava, lutava por qualquer pedaço bom, qualquer migalha que me lembrasse algo bom nela, me iludia tanto que não sabia o que mais poderia acontecer para realmente enxerga-la... Esse amor estava doente, rastejando os pedaços de bom senso que ainda tinha, a libriana não queria deixar pra trás...
            Eu a senti dormir nos meus braços, a noite toda, ela não se desligou, ela sabia que era eu e eu sentia que ela me sentia. Eu estava em paz, absolutamente nada me tirou o pensamento fora, na verdade eu não pensava em nada, apenas assistia tudo acontecer, foi esplêndido! Eu desejava estar um pouco melhor ou sensível para absorver mais, porém pela primeira vez, eu acho, senti tão intenso as borboletas festejando no meu estomago, me tirando a paz naquele momento, me levando e trazendo pra dentro e fora da realidade, tudo em relação a você é um sonho, desde tempos atrás quando você era somente uma garota qualquer que eu conhecia.


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