Dia 11.
Eu não consigo tirar de mim essas sensações que me matam aos poucos, essa sensação estranha, vazia, de algo desconhecido, eu demorei tempo demais pra passar por isso de novo, tempo suficiente pra esquecer a sensação de como era...
Eu morro a cada passo a frente, eu tento seguir, mas algo forte me puxa pra trás! Eu não pedi ajuda a Deus ainda, talvez eu queira testar a minha resistência, talvez (certeza!) eu queira me acostumar com isso tudo sozinha, sinto-me deslocada, pisando em outro chão, outro lugar: ‘Como posso esquecer dos costumes se nem mesmo esqueci de você ?’
Eu sabia como agir, sabia tudo o que tinha que fazer, mas parecia que todas as vezes que eu me via diante dessa mesma situação era tudo diferente... Impotente... Eu me sentia assim...
A sua falta me trás um vazio tão grande uma desilusão da vida, meu peito dói! O aperto aqui dentro é muito grande só eu sei a dimensão disso tudo, só eu sei o que acontece e a angustia que sinto! Mas eu vou me acostumar com isso, mais cedo ou mais tarde eu sei que vou!
Hoje eu tive muita vontade de te ver, sentir seu cheiro novamente, apenas te olhar e ir embora, apenas ver algo bom em você! Eu não sei o que esta acontecendo comigo, esse vazio tão grande que sinto na sua ausência, vai me consumindo, tomando conta do meu ser e derrepente nada faz sentido, se eu vou para frente ou para trás, derrepente ninguém me faz feliz e eu me sinto frívola, desperdiçada, jogada ao vento... Eu não tinha mais o direito de atrapalhar seu caminho, eu ainda tinha algumas recaídas como qualquer viciado tem, mas eu sabia que isso era irreversível, era só o tempo, porque o tempo cura tudo!
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